É assim, quase como chegar a casa…


e só faltarem as pessoas de quem gosto. Bastou começar a descer para a pista e ver as luzinhas da cidade alinhadas em grelha.
Bem que gostava de passar uns dias am Maputo mas as 5h da manhã tou a caminho do aeroporto novamente. Chimoio é o destino desta vez, é lá que o trabalhinho me aguarda.
Pelo caminho, foi uma benção fazer escala na catedral de consumo que é o aeroporto de Joanesburgo. Uma pessoa perde a cabeça e ainda por cima vinda de Luanda, ver preços normais deixa-me histérica. Ainda bem que a escala foi pequena senão tinha-me desgraçado.
Para quem não sabe, não há livrarias em Luanda. Até há coisas que se chamam livrarias mas não têm livros. Acho que há uma meio histórica na baixa, junto aos correios, mas se tiver livros é um milagre. Tinham aberto uma no shopping de Belas e já fechou… enfim isto dava todo um outro post.
A questão é que uma agarrada como eu, depois de terminadas as doses de leitura levadas de casa no fundo da mala, estava a dar em doida sem nada para ler a não ser relatórios de educação e transcrições de entrevistas.
Entrar numa loja com filas e filas de livros no aeroporto foi como soltar uma criança numa loja de goluseimas, como dizem os que falam inglês. Foi a loucura. Dezenas de livros, sobretudo de literatura africana de língua inglesa que raramene tenho oportunidade de comprar… uma felicidade sem fim.
E depois chegar a Maputo e em vez do super jipe da Unicef ter o carro do Sr. Salomão, que range e pula e raspa com o chassi no chão e ser depositada num hotel novo tipo “Ikea meets Africa and fall in love”, nao podia ser melhor.
Poder, podia, se nao tivesse o Sr. Salomão novamente aqui às 5h da manhã para me levar para o aeroporto outra vez… mas esta sensação de conforto, de me sentir quase em casa já ninguém me tira.

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Uma resposta

  1. Que grande aventura! Não sei que alimento tens dado ao corpinho, mas pelo que relatas deste um excelente alimento à tua cabecinha. Que bom, o prazer de ler. Já agora uma sugestão dispendiosa, mas de amiga: tens de comprar um “tablete” (penso que é assim que se escreve) para andares com uma biblioteca ambulante.
    Um grande beijinho, bom trabalho e boa saúde. Vai gozando o sol e o calor pois aqui só chuva e frio.

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