REGRESSO AO PRINCÍPIO


Aviso: O texto que vão ler a seguir é totalmente parcial, apaixonado e até é capaz de se tornar meloso. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência… ou talvez não.

O aeroporto é novo. A estrada e a maioria das ruas no centro da cidade são novas. Os carros que as enchem são novos e muitos (é a capital mundial dos Yaris). Vários dos mais belos edifícios da cidade parecem novos, de cara lavada. Há bancos novos, lojas novas, bairros novos, operadores de telemóvel novos, restaurantes novos e empresas novas. Há um mega centro comercial novo. Há pessoas novas, turistas e estrangeiros residentes. Há críticas novas aos políticos, aos sinais de desenvolvimento e às mudanças. Apesar de tudo isso, em Moçambique, as pessoas continuam a distribuir cumprimentos, cortesias e sorrisos. Os “Estamos Juntos” repetidos a torto e a direito, os abraços calorosos e as palmadas nas costas continuam a fazer parte do quotidiano. E é provavelmente um dos países do mundo onde mais se continuam a ouvir as palavras Por favor, Obrigada e Desculpa acompanhadas por sorrisos. As ruas de Maputo continuam bordejadas por árvores, sobretudo acácias, que nesta altura do ano, atingem o seu máximo esplendor e explodem de verde, exuberantes, com ramos que crescem até tocar na vizinha do passeio em frente, cobrindo as ruas de frescura e mudando a face da cidade.

Para mim Maputo continua a ter um certo encanto de cidade de província e emociona-me. Nem sei explicar bem porquê. Gosto de tropeçar nas referências partilhadas, de descer a Karl Max e virar para a Av. Fernão de Magalhães, de ir pela 24 de Julho e sair para a Rua dos Lusíadas, de ter pastelarias e padarias em todo lado e café Segafredo, Delta e Buondi e de ouvir falar português com ritmo tropical. E também gosto de tropeçar nas moçambicanidades e nas africanidades, de as ruas estarem inundadas pela cor da fruta e das capulanas das vendedoras, de o ritmo ser mais lento, do arroz de coco e do molho de amendoim deliciosos…

E estas são as sensações e emoções das primeiras 48h. Acabadinha de chegar e ainda em fase de adaptação ao calorzinho bom e cheia de trabalho, a verdade é que ainda não vi quase nada para além da zona da Polana onde está o hotel e do que me passa pela janela do carro a caminho da Machava para trabalhar. E no entanto, parece que estou aqui há imensos dias porque já fiz muitas coisas e já estive com muita gente. Estou feliz. O projecto que me trouxe cá é apaixonante e estou a aprender imenso. Vai ser uma experiência fantástica. Estou a ser mimada e bem tratada. E Moçambique tem sempre para mim um encanto especial, porque gosto, porque foi aqui que tudo começou para mim até dar uma volta de 180º à minha vida, porque sim.

Durante as próximas semanas ainda vou a Tete e a Sofala e essas então, é que vão ser histórias… a contar a seu tempo :).

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Uma resposta

  1. Estás apaixonada… Que bom ver Moçambique assim! Sorrisos, por favor, obrigada a doçura que aqui parece ter-se perdido.
    Até dá vontade de ir já até aí naõ fossem os ciclópicos trabalhos de 15 e 16 Abril.

    Bjs
    Amiga de sempre e de grandes sonhos

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