ERA UMA VEZ UMA GALINHA…


Ontem ofereceram-nos uma galinha. Uma senhora galinha, daquelas com penas, voz irritante e muita vida. Não estávamos a contar e a Jenny ficou excitadíssima porque aprendeu recentemente a matar galinhas e tinha pela frente mais uma oportunidade para praticar. Atiramos com a galinha para as traseiras do jipe e pelo caminho, por entre cacarejos nervosos de quem sabe que vai quinar brevemente e penas a esvoaçar íamo-nos rindo com os pormenores macabros e a descrição que ela fazia da nobre arte de matar galinhas.

Quando chegamos à parte da estrada que continua em picada cheia de buracos e solavancos, achamos estranho deixar de ouvir a bicha, mas continuamos a brincar com a ideia, agora, de ela ter dado com cabeça no tejadilho e desmaiado.

Qual a nossa surpresa quando chegamos a casa, abrimos a mala do jipe e vemos a galinha, morta, por baixo de um cacho de bananas que também transportávamos.

Isto é macabro eu sei, mas temos de nos rir das desgraças. A parte mais hilariante foi ver a Jenny olhar para a galinha, infelicíssima e a dizer que não devíamos come-la sem fazer uma autópsia e determinar a causa da morte.

A parte seguinte de arrancar penas e preparar a bicha eu já não assisti e também não como carne, por isso não provei a iguaria. Mas é muita falta de sorte, perder assim uma oportunidade de praticar a matança da galinha.

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Uma resposta

  1. Coitadinha da galinha! A sério, fiquei cheia de pena. 😦

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