A Casa dos Relógios III


(terceira e última parte do conto que começa no post de 08.01)

Através da porta entreaberta, podia ver-se a árvore de Natal enfeitada, o presépio, as crianças a abrir os presentes embrulhados com papéis e fitas delicadas, Afonso sentado numa cadeira a ler o jornal e Carolina, sentada no chão, no meio dos filhos a rir como uma criança.
– Olha! Repara no relógio da parede – disse o Simão baixinho puxando o braço de Helena.
Ela olhou para o relógio de cuco, onde faltava menos de um minuto para as oito da manhã e olhou para o mesmo relógio, amparado entre os braços pequenos do Simão e voltou a olhar para a cena familiar à sua frente. Aí, podia ver Simão entusiasmado, a tentar desembrulhar um presente enorme com a ajuda da mãe, onde se via emergir a cabeça de um simpático cavalo de madeira colorido. Então… ecoou por toda a casa o cuco repetitivo do relógio a marcar a hora certa. Olhou rapidamente para o relógio que o Simão segurava ao seu lado, que marcava oito horas em ponto, e viu o rostinho dele hipnotizado… e quando voltou a olhar para a sala viu-a vazia, decadente, sem vida.
– Já acabou! – disse o Simão muito triste. – Mas vês como funciona a magia? Eu posso voltar a ver os meus pais, os meus irmãos, os meus dias mais felizes…
– Podes voltar ao tempo marcado nos relógios todos? – perguntou Helena assombrada.
– Não! Há relógios que não funcionam comigo. Não acontece nada quando pego neles. Não percebo porquê e não me lembro de a colecção do meu pai ser tão grande – explicou ele taciturno. – Mas posso voltar sempre para junto dos meus irmãos, ver a minha mãe… viste como ela é bonita? Nunca me canso de os visitar.
Helena pegou-lhe na mão e correu para a sala dos relógios.
– Qual é o relógio que mais gostas e que não funciona contigo, Simão? – perguntou Helena.
– Não está aqui. É o Velho Mudo que o tem – respondeu prontamente o Simão, arrastando-a para fora da sala.
Pararam em frente à escultura do Velho, muito velho, com ar triste e um relógio enorme nas mãos e ficaram ambos a olhar aquela imagem na parede.
– Ele também sai da parede como tu? – perguntou a Helena sem desviar o olhar.
– Só quando eu lhe tiro o relógio. E olha que não é fácil que ele agarra-o com muita força… mas depois como o relógio não tem magia ele acaba por o levar outra vez e voltar ao seu lugar. Tenta tu – incentivou o Simão.
Helena hesitou. A figura daquele homem provocava-lhe sentimentos contraditórios de ansiedade e profunda tristeza. O coração parecia que ia saltar-lhe do peito, enfurecido, a respiração era-lhe difícil mas mesmo assim, ela estendeu as mãos trémulas para o relógio que o Velho segurava. Quase morreu de susto quando uma mão lhe segurou firmemente o pulso afastando-a do seu objectivo. Helena podia sentir a pele seca, sem vida, as mãos ossudas que lhe magoavam o pulso e quando levantou os olhos para o rosto do Velho, que a aprisionava, viu-o fitá-la com um olhar inquiridor. Era como se não entendesse porque motivo o seu relógio podia suscitar tanta cobiça e ao mesmo tempo como se se interrogasse porque não o deixavam em paz, sozinho. Helena puxou o braço para se soltar, assustada e quando conseguiu viu o pulso vermelho e olhou para o Simão.
– É preciso lutar com ele! Fazer muita força para lhe tirar o relógio – afirmou ele conhecedor.
– Simão, este relógio não nos pertence por isso não devemos insistir – explicou a Helena.
– Mas esta casa é minha! Não é justo! – choramingou.
Entretanto, o Simão ficou muito calado, a escutar. A Helena começou também a ouvir o som dos violinos ao longe.
– Tenho de ir! – disse ele sorridente e a começar a correr. – Vou ver a festa com os meus irmãos. Não digas a ninguém! É um segredo nosso.
Helena ficou sozinha na sala azul e sentiu um arrepio. Era incapaz de racionalizar os últimos acontecimentos. Mas também era incapaz de ir embora. Tinha a alma cheia de perguntas e a tempestade continuava intensa lá fora.
Ficou a olhar para a figura do Velho, na parede. Depois voltou para a sala dos relógios. Abriu as gavetas e portas dos armários com delicadeza, ciente de estar a invadir um espaço alheio mas incapaz de conter a curiosidade. De repente, por trás de alguns livros da estante apercebeu-se de um fundo falso. Esticou a mão e retirou alguns documentos. Aproximou-os do candeeiro e leu-os atentamente.
“Declarações de dívida de Afonso Bandeira para com Diogo Cunha… os dois homens que eu vi aqui… meu Deus, uma fortuna, mesmo em… 1926”, pensou Helena enquanto perscrutava os documentos. “E uma hipoteca da casa, também, em favor de Diogo Cunha!”
Helena voltou a meter a mão no fundo falso. Tacteou toda a superfície e num canto, difícil de alcançar, sentiu qualquer coisa metálica. Esticou-se o mais possível e conseguiu agarrar no objecto. Era outro relógio de bolso, pequeno, delicado, que marcava 4h47. Helena apertou-o nas mãos e sentiu-se flutuar como se a gravidade tivesse confundido a física e decidido ausentar-se naquele momento.
Num ápice, o Sol brilhava intensamente à sua volta e Helena deu si no jardim da casa. Ouviu vozes a sussurrar. Olhou em volta angustiada. Ao fundo, junto ao lago, longe do alcance da casa podia distinguir dois vultos. O relógio que trazia nas mãos marcava 4h40. Correu por entre as sebes e arbustos simétricos tentando não fazer barulho e não dar nas vistas. Conforme se ia aproximando podia distinguir claramente os dois vultos. Eram Diogo e Carolina, muito próximos, muito íntimos. Ele a acariciar-lhe o rosto. Ela a segurar a cesta de flores e a aconchegar o rosto na mão dele.
– Não consigo passar nem mais um dia sem ti, meu amor – ouviu Helena .
– Diogo, eu amei-te e vou amar-te sempre mas não posso abandonar os meus filhos e ele nunca os vai deixar ir connosco – disse Carolina.
– Carolina, está tudo planeado. Vamos fugir hoje! É a festa de fim de ano, vai haver uma enorme agitação na casa. Tu e as crianças vão comigo para o Brasil e vamos ser felizes, finalmente!
– Meu amor, como és ingénuo. O Afonso nunca nos vai perdoar e vai perseguir-nos até ao fim do mundo se assim tiver de ser – disse Carolina infeliz aconchegando-se no abraço do amante. – Não é por me amar, nem pelas crianças… mas o orgulho… vamos feri-lo de morte.
– Sossega e confia em mim. Ele não vai ter recursos para ir atrás de nós. Eu passei os últimos anos a planear este dia e não deixei nada ao acaso. Eu sonho contigo Carolina, desde criança e vivi apenas para conseguir conquistar-te e dar-te tudo o que tu mereces – sussurrou Diogo, abraçando-a emocionado. – Logo quando todos festejarem o Ano Novo nós partimos. Preparei uma surpresa especial para a noite de hoje que vai monopolizar a atenção de toda a gente.
– Eu confio em ti, meu amor! E beijaram-se apaixonadamente, felizes, sem urgência, como quem tem a vida inteira para saborear os lábios do outro.
Nesse preciso momento, Helena sentiu-se levitar novamente, olhou para o relógio e este, parado, marcava 4h47. Deu por si novamente na sala dos relógios, com um sentimento de angústia inexplicável. Voltou a guardar tudo no fundo falso e a colocar os livros na prateleira e saiu. Na sala azul parou em frente ao Velho. Podia ver claramente uma lágrima escorrer-lhe pela face de mármore.
Entretanto a música soava mais alto, o burburinho de pessoas a falar e a rir também e Helena, num impulso correu para o corredor e atravessou a casa até chegar às escadas.
A festa decorria no salão de baile, em baixo. Do outro lado da escadaria, ela viu o Simão com os irmãos escondidos, a rir, a olhar para baixo. Helena olhou bem para a escadaria. Queria descer mas tinha medo de ser vista e tentava perceber que lanço de escadas a levaria para perto daqueles cortinados de veludo, ao fundo, onde ela se podia esconder. Quando parecia que ninguém estava a ver, correu pelas escadas abaixo e deu por si, ao contrário do que pensara, precisamente na entrada do salão. Escondeu-se rapidamente atrás de uma coluna enorme.
Foi então que viu em cima, Carolina a correr, a agarrar nas crianças enquanto as repreendia e a atravessar o corredor. E em baixo, um homem, que saía de detrás dos cortinados de veludo, do outro lado do hall, e atirava qualquer coisa para debaixo das escadas. Antes que pudesse pensar no que estava a acontecer Helena ouviu um estrondo ensurdecedor e viu a escadaria a explodir juntamente com parte do primeiro andar. Ela encolheu-se atrás da coluna, em pânico, com as mãos a cobrir a cabeça, rodeada de gritos, de ruído de coisas a partir e ficou assim, sem se mexer, sem abrir os olhos, por muito tempo. A última coisa que tinha visto tinha sido Carolina e as crianças a cair do primeiro andar, projectadas pela violência da explosão.
Aos poucos Helena sentiu tudo a acalmar à sua volta. Lentamente abriu os olhos e ergueu-se. Quando saiu detrás da coluna viu a casa exactamente como estava no momento em que lá entrou. Olhava incrédula a toda a volta e não via indícios do que tinha presenciado.
Sentou-se nas escadas, a olhar para tudo e a repensar os últimos acontecimentos. Depois ouviu um ligeiro ruído vindo dos cortinados, olhou e viu sair devagarinho, o Velho, muito velho, agarrado ao seu relógio.
– Você?… aqui?… pensei que não… – gaguejou Helena.
– Eu venho aqui todos os dias, ou todas as horas, já nem sei quantas vezes revivo este momento – murmurou o homem com visível dificuldade em falar e mover-se.
– Quem é você? – perguntou Helena sem resistir à curiosidade.
– Sou um assassino, imoral, condenado a viver nas trevas da minha memória para toda a eternidade. O meu nome é Diogo Cunha – disse o Velho sem emoção.
– Eles morreram…? – perguntou Helena.
– Sim e com eles perdi a minha vida também.
– Você também morreu na explosão?
– Não! Eu sobrevivi para morrer de dor todos os dias e horas da minha vida até ao meu último suspiro.
– E os relógios? E as crianças? O seu relógio? Como é que… – começou Helena, dando asas a todas as dúvidas que a assaltavam.
– Esta casa foi o meu túmulo. Quis morrer com eles também. O relógio na parte da frente da casa, fui eu que o mandei fazer para assinalar o meu último momento de vida. A partir daquele momento nada mais vivi, apenas revivi. E neste relógio que trago junto a mim estão todas as horas da minha vida – explicou o Velho.
– Mas… você morreu, muitos anos depois de se fechar nesta casa… mas você está…? – inquiriu Helena perplexa.
– Eu só sei que morri naquele dia, naquele minuto… desde então os dias e horas são todos iguais… não tente compreender tudo, minha filha, eu próprio não sou capaz.
– Sabe porque é que eu estou aqui? – perguntou Helena, que se questionava há muito sobre o que lhe estava a acontecer.
– Porque chovia e você precisava de se abrigar – respondeu o Velho enquanto se agarrava ao corrimão para começar a subir as escadas.
Nesse momento, Helena desviou os olhos dele e viu o relógio, enorme, pousado no degrau, ao seu lado.
– O seu relógio…
O Velho olhou para trás a custo, fitou-a e sorriu.
– Eu estarei para sempre aprisionado nesta casa, refém do tempo que passou. Leve consigo o relógio, o guardião dos meus dias, horas e minutos e volte a dar-lhe vida através da magia das palavras.

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28 Respostas

  1. gosto sempre de ler as tuas histórias…beijos

  2. Ola Queen, optei por chamar-te assim já que no fundo não longe de isso estas -the Queen of the tales, sem esquecer de Afrika… :DA primeira parte, deixou-me um arrepio, frio, pela descrição que foi feita da casa, a tempestade, o ambiente… na segunda parte fiquei curiosa e desejosa por continuar a leitura… a terceira parte, simplesmente inesperada! E’ tao bom ler os teus contos… nunca se sabe o que vamos encontrar!!!

  3. Gaja BoaQue é que eu posso dizer? Espero que continues a gostar e a visitar o meu estaminé de vez em quando :). Tens a minha garantia de nunca poderes prever o que vais encontrar por cá.BeijinhosAfrikaQueen of Tales… é bonito, sim senhora 🙂 Já agora, só um esclarecimento, é k mt gente acha AQ um bocado pedante: foram os meus amigos que me chamaram assim, pela minha paixão pelo continente africano (coisa k a gd maioria não partilha) e por me acharem assim uma amiga meio exótica 🙂 e foi ficando lol.Obrigada pelo teu comentário. É muito bom perceber a interpretação de quem lê as histórias e como as sente.Espero ter fôlego para continuar a surpreender, se bem que esta foi particularmente difícl… a dada altura aquilo nunca mais acabava e eu pensava…. “é desta que passo dos contos aos romances :)”.Também gostei muito do exercício de o escrever tentando manter a chama acesa até ao fim.Beijinhos!

  4. Excepcional! Destaco a maneira como consegues entrosar a descrição na história, um dos pormenores que faz um bom escritor!

  5. Excepcional! Destaco a maneira como consegues entrosar a descrição na história, um dos pormenores que faz um bom escritor!

  6. pra deixar bjoka ó escritadeira :)e qd tiver tempo (sim porque nos próximos tempos só posso ler teses e “reteses” e se ao invés ler histórias fico com um peso de consciência tal que prostro lol)venho aqui consumir-te!

  7. HtsousaE destacas bem… que é das coisas que me dão mais prazer a escrever e a ler :). Tem sido um exercício giro.Volta sempre!NonsenseBem-vinda moça! Olha, qs que tive um ataque de ansiedade por tua causa. Pq o teu nick não me dizia nada, o teu profile, não diz nada a ninguem e só depois de vasculhar o teu blogue todo e ver o post “as mulheres chatas têm casas imaculadas” é que se fez luz. Alto… só alguem que leu as paredes da minha casa de banho podia escrever isto! LOL e só podias ser tu, que sempre mostraste grande apreço pela frase :).Aqui a escritadeira fica à espera que a menina arrume a vida para vir cá ler como deve ser e comentar :)Eu vou começar a visitar-te de vez em qd no teu cantinho.Beijitos e aparece que afogamos as teses no álcool!

  8. Querida MISS A, isto está-se a tornar ridículo! Quando eu penso que tu já não vais conseguir fazer melhor, que não detens trunfos para me surpreenderes…tu tiras um da manga e eu fico sem palavras. Não pode ser. Andamos a brincar ou quê?A tua imaginação não tem limites. Mais do que elogiar a tua escrita, porque muito sinceramente conheço muito boa gente que sabe escrever bem, elogio deveras a tua criatividade. Há quem saiba escrever bem, mas não saiba contar uma boa história e tu minha amiga, fazes as duas coisas e muito bem.Continua a ” sacar” de dentro dessa salinha cheia de imaginação que é a tua cabecinha, histórias como esta. Eu só tenho uma palavra, a que uso mais frequentemente, para expressar o que acho dos teus contos: ADOREI ;)Beijinhos MISS A. p.s já agora, são 0.50h 🙂

  9. AlienÉ verdade, para o melhor e para o pior, a minha imaginação, de facto não tem limites :)Sabes que muitas vezes penso que gostava de ter uma verdadeira vocação que usasse esta minha característica… mas não, tenho um espirito renascentista. Interesso-me por tudo e mais alguma coisa e vou-me dispersando pela vida, experimentando coisas diferentes.E concordo plenamente contigo no facto de haver muita gente que escreve muito bem. Aliás, eu já disse isto antes, esta experiência do blogue é uma espécie de laboratório porque tenho a noção de que haverá quem escreva melhor que eu, sem dúvida e quero tentar escrever cada vez melhor para dar forma às coisas que me passam pela cabeça.Sou literalmente uma idiota… ou seja, uma moça a transbordar de ideias… se esta fosse uma coisa valorizada no mercado de trabalho, estava rica :)…Vou continuar a escrever e a tentar experimentar coisas novas e surpreender.Obrigada pela força. Beijinhos!

  10. Só agora é que consegui vir ler-te com atenção! Sim porque para te ler preciso de calma!E com tranquilidade te digo que está simplesmente espectacular!1 beijo

  11. Querida MISS A, um pedido: nunca deixes de ser uma IDIOTA lolBeijinhos

  12. Aí está um fim surpreendente. Boa história, AQ.Bjs

  13. Aí está um fim surpreendente. Boa história, AQ.Bjs

  14. Fiquei com a sensação que iria continuar, de que há qualquer coisa que ficou por dizer e por isso mesmo, um pouco decepcionado por ter acabado, tal foi o deslumbramento que senti ao ler esta história! Perdoa dizer-te isto, mas como disseste dava um romance! Continua, é tão bom ler-te!

  15. MartaFico feliz por saber que consigo proporcionar momentos de tranquilidade a um espirito inquieto como o teu :). Isto já é qs um blogue de serviço público :)Obrigada e beijinhos!AlienLOL Nem que quisesse… acho que não conseguia.BaciAvFico muito lisonjeada por este comentário, vindo de uma verdadeira escritora :). Obrigada e volta sempre!LívioEspero que esteja td bem contigo :). Isto é estranho, as pessoas não se conhecem mas habituam-se a trocar ideias regularmente e de repente qd uma desaparece de circulação, dá-se conta… e fica-se a modos que preocupado :).Fico feliz por teres gostado e estás perdoado, eu também penso como tu. Não imaginas a quantidade de ideias que eu tive de reprimir e meter na caixa para tentar dar um fim ao raio da história 🙂 Parecia que tinha vida própria… um dia, quando tiver mais tempo ainda volto a pegar nela… também fiquei com esse sabor a pouco…Beijinhos e não despareças que gosto de ver por aqui 🙂

  16. Xiii! De repente percebi que já não vinha cá há algum tempo e pumba! Uma mega-história que me deixou a cabeça meia a andar à roda, como os ponteiros dos teus relógios. :)Besitos! 🙂

  17. Gostei de saber que ainda voltarás à história: ela merece. Quanto a mim, estou extremamente ocupado, preparando um novo espectáculo a estrear em Março (ensaios 6 dias por semana) de Comedia dell’arte. Pode ser até que apareça fora do Algarve, quem sabe? Ainda não esqueci a tua estória!!!Beijos

  18. Sarinha, minha querida… e eu que achava que já não tinhas mais nada a dizer sobre as minhas histórias :PBeijinhosLívio:) Força para o novo espectáculo!… Março no Algarve… não queres lá ver que ainda vou assistir à tua peça?… a ver vamos.Bom trabalho!

  19. Bem… é verdade que estou a ficar sem elogios, com tanta boa história que por aqui anda à solta. 😉

  20. Tens desafio lá no canto

  21. Tens desafio lá no canto

  22. E outro, no meu estaminé.Bjs

  23. E outro, no meu estaminé.Bjs

  24. Ai que nos chateamos Miss A! Mas afinal para quando uma nova história? Anda uma Alien de um lado para o outro, saio da minha casa – quentinha – para chegar aqui e dar com o memo conto… será que já estás a escrever uma nova história? Quando estiver pronta vai até à minha casa e BERRA: Alien mexe esse rabo!!!;)Beijinhos linda

  25. Olá! Apareci de novo!Já foi a estreia a 8 de março e a 9 outro espectáculo. Grande recepção do público.Agora só a 4 de Abril.E tu, quando escreves de novo?Beijo!

  26. Ai o caraças Miss.A!!Mas tu estás de greve?? É que se estás, ao menos dá-te ao trabalho de nos explicares os motivos?!?! Já não estou a achar piada nenhuma a isto? Queres que te pague para escreveres é isso? EU PAGO!!! Espero que a minha próxima deslocação a este espaço seja para ler algo de novo senão vamos ter brincadeira!!! :|Ai vamos, vamos!Beijinhos querida Miss A

  27. Cara afrincan queen, começo a ficar preocupado. Está tudo bem?

  28. Cara afrincan queen, começo a ficar preocupado. Está tudo bem?

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